Esta postagem é uma resposta ao comentário de Maysa Rosário em nosso texto “Inteligência Espiritual“:

“Querida irmã! 

Excelente vivência. No somatório de todas as variáveis da inteligência, onde fica a lei da ação e reação? ou o karma? Se ainda somos seres espirituais, vivendo uma experiência física? Um dia vivenciando uma experiência extra corpórea, ouvi um diálogo do meu “Eu Superior ,com meu Eu Inferior”; o Superior esclarecia ao Inferior, que a dor era um Eco do passado…o meu “Eu” atual ficou de expectador do diálogo. Tirei uma lição. Quantos de “Nós”, vivem por aí, adquirindo experiências para voltar a ser Uno? Grande abraço de luz! “

Querida e sempre presente Maysa,

Obrigada pela oportunidade de poder expor minha opinião sobre as questões que você levantou.

Primeiro quero esclarecer que o que chamo de minha opinião são frutos dos meus estudos, pesquisas e experiências com as energias da natureza, iniciações que passei e as orientações espirituais que recebo.

Para a construção do corpo material foram necessárias muitas leis para construir e constituir um corpo.

Quando há desequilíbrio nestas leis, adoecemos.

Acredito que o corpo material tem a função de demonstrar o nosso eu inferior para que, um dia, o nosso eu superior tenha autoridade suficiente para conduzir tudo o que compõe o nosso eu inferior. Dou como exemplo o instinto, que é um componente muito forte do nosso corpo espírito, é uma espécie de farol que propicia as nossas sintonias e sincronicidades.

Esta é a natureza do nosso instinto.

Enquanto este instinto não se ilumina com a luz que cada um de nós traz do seu eu superior, ele nos leva a ter desequilíbrios emocionais, e o fruto de um desequilíbrio emocional coloca-nos nos terrenos das mágoas, da agressividade, das ilusões, das cobranças e coisas desta natureza.

As limitações do corpo material fazem com que o lado nocivo do eu inferior crie causas e consequências, ações e reações com menos prejuízo para nós mesmos, para as pessoas com quem convivemos, para com o mundo, com o planeta, com o universo, porque um eu inferior que ainda não foi iluminado pelo nosso eu superior ignora completamente a lei do livre arbítrio, não tem discernimento sobre o certo e o errado.

Dou como exemplo pessoas que desencarnaram sem conseguir a iluminação do seu eu inferior e que podem provocar, e provocam, danos imensos por não terem mais a matéria para limitar o raio de ação.

Preciso também falar um pouco sobre tempo que, para cada um de nós, tem um tamanho.

Enquanto o nosso eu inferior nos domina aumentamos a necessidade de tempo para as encarnações nos corpos materiais.

Enquanto o instinto não é tocado pela Inteligência Espiritual, ele é completamente regido pelo ego que precisa ser saciado em sua fome e sede ilimitados. É assim a natureza do ego.

Acredito que o planeta Terra é um berço que recebe almas jovens que precisam desenvolver estas inteligências para transmutarem o eu inferior num radar, num farol que estimulará as nossas buscas por aprendizados dentro do infinito universo e da eternidade.

Claro que aqui também encontramos pessoas cujo instinto já reconhece a autoridade do eu inferior, e o fruto deste reconhecimento é levar para o ego o aprendizado de que ” antes do antes” ele ainda não existia com um ser, um indivíduo, uma deidade, um filho de Deus.

O ego precisa saber que neste “antes do antes” ele era uma centelha de luz e sombra circulando pelo universo.

O ego precisa aprender que a sua função é criar uma identidade que faz parte do crescimento e da evolução do cosmos; e, a do Criador, gerar criaturas.

Quando o ego descobre que a função dele é se reconhecer como mais uma criatura de um grande Criador, ele se preenche de lições de humildade e, neste momento, a Inteligência Espiritual já não tem os obstáculos do ego, de um eu inferior primitivo e trabalha para a nossa iluminação.

Não é possível sobreviver no mundo espiritual enquanto a criatura não incorpora a lei do livre arbítrio. Enquanto chegamos ao mundo espiritual assim somos tratados e trabalhados para uma nova encarnação, um novo caminho, uma nova oportunidade.

O tipo de encarnação que escolhemos estará sempre ligada aos nossos carmas.

O carma é um espelho que reflete a imagem do que não queremos ser.

 

Mais uma vez obrigada.

Um beijo querido de sua irmã cósmica,

Halu Gamashi

 

3 Comentários

  1. Gilberto Bispo

    Agradeço a nossa Irmão Maysa pelo comentário e a Halu Gamashi pela explicação tão inspirada e cheia de luz. Obrigado.

    Responder
    • Karla Marina Braga Dias

      Eu fico muito feliz por essa reflexão que nos ilumina o ser transmutando dentro de nós o ego e nos fazendo enxergar dentro o Eu Superior, nossa essência Divina!
      Gratidão Halu e Maysa

      Responder
  2. Marcelle Rodrigues de Oliveira

    Obrigada por este texto. Há tempos venho tentando compreender a reencarnação, por que sempre aprendi que viver de novo era “pagar” pelas falhas que tivemos no passado, mas para mim não fazia sentido por que seria um sofrimento atrás de sofrimento e quando iria ter um fim? Muitas coisas estão sendo passadas de forma errada sobre a nossa verdadeira missão aqui na terra, por isso é muito importante um estudo contínuo e sempre se questionar sobre o que aprendemos.

    Responder

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