Primeiro Capítulo – JOSÉ DE ARIMATEIA – Vozes do Graal

Captações

Primeiro Capítulo do Livro “JOSÉ DE ARIMATEIA” recém-lançado por Halu Gamashi, este livro é o segundo volume da coleção VOZES DO GRAAL.
Psicofonia realizada por Halu Gamashi no dia 20 de maio de 2021 | 23h35:

“ Quando o vi pela primeira vez, era um jovem com olhar de adulto. No meu viver de percorrer os mares do mundo em busca de algo que sabia que encontraria, embora não tivesse em mente o que seria, ouvi o chamado através das águas e me entreguei ao ofício de navegador desde muito jovem. Navegar os mares do mundo proporciona muitos aprendizados, a mudança dos corpos celestes, a dança das luas, conhecer do calor intenso ao frio da neve nas geleiras, tempestades apavorantes e secas lastimáveis. Esses ensinamentos levaram-me a compreender o paradoxo. O que não é paradoxal, é estático, e o estatizante tende a ser superado por outra força maior de estatização. E assim por diante. O que seria do sólido frio do gelo sem o calor? O oposto também é verdadeiro.

Refletir profundamente sobre o paradoxo foi meu sustentáculo para compreender o coração do Jovem de Jerusalém. Eu o havia conhecido ainda menino. Passaram-se alguns anos até nos encontrarmos novamente, na Escola Iniciática no Egito. Eu fornecia ervas finas e especiarias utilizadas em unguentos a essa escola iniciática.

Eu mesmo, por algum tempo, ali estive como aprendiz. Como minha escola eram os mares, não completei meus aprendizados, mas me tornei grande amigo dos professores, todos magos, profundos conhecedores dos saberes dos astros e de transmutação energética, alquimia, biosofia e procelas do espírito.

Nessa escola aprendíamos a meditação octogonal para percebermos a atuação das duas polaridades existentes nos quatro elementos principais que constroem a matéria e que, quando em desarmonia, danificam o espírito. A meditação octogonal é o encontro com a cura infinita. Tendo como base essa meditação, estuda-se muitas outras sabedorias para se tornar um mago da fraternidade branca.

Azito, um mago supremo, certo dia me chamou para uma conversa sobre o jovem Emanuel. Nessa escola, nos matriculávamos com o nome de nosso pai. Foi ali que ele, Emanuel, passou a ser conhecido pelas terras por onde andou como José, ou Joshua, tal como seu pai.

A fala de Azito era repleta de entusiasmo pelo jovem aprendiz. Confessou-me que se tratava de um espírito raro, com profunda sabedoria e humildade. O conhecimento desprendia-se dele com muita facilidade, o aprofundamento que possuía sobre o mistério dos saberes impressionava todos os magos.

Acrescentou à sua confissão que ainda não havia conhecido alguém com uma fé tão constante e inabalável. O jovem se sentia e se sabia filho de Deus, e não entendia por que todos se assustavam com essa sua certeza. Surpreendia-se com o distanciamento e a falta de familiaridade com que as pessoas relacionavam-se com Deus e os anjos.

Fui ao seu encontro. Um ser alegre e juvenil trazia nos olhos um brilho especial. Seu olhar era uma linguagem, um dialeto divino. À medida que me aproximava, arrobou-me uma tontura, era como se fosse perder os sentidos, meu coração disparou como as tempestades no mar: — É apenas um jovem — repeti dezenas de vezes e não consegui me sugestionar.

Olhou-me fundo nos olhos, e quando toquei seu braço já o amava como a um filho, um pai. Ele simplesmente sorriu e disse: — Sou um mensageiro do amor. — Já havia experimentado vivências de Graça Maior, inclusive em alguns rituais na própria escola iniciática, porém nada parecido ao estado de graça que senti naquele momento e em todos os outros que estive com ele.

A gratidão me invadiu, senti meus joelhos quererem dobrar e ele me segurou impedindo que eu chegasse ao chão. Abraçamo-nos, o carinho e a ternura são a principal forma de comunicação entre nós, os magos da fraternidade branca. Nós nos abraçamos e nos beijamos trocando fluidos e forças. Aquele abraço foi um encontro, um reencontro, um elixir que renovou minhas esperanças muito tristemente afetadas pelo sufocante poder romano.

— Quem é você? — perguntei. Ele sorriu e disse:

— Sou um entre tantos que amam o Pai.

— O que é você?

Mais sério agora, olhou-me nos olhos e respondeu:

— Sou o templo da grande alma que falará da vida nos céus, do perdão e do amor universal. Essa voz já está em mim e ecoa pelas minhas paredes, de dentro para fora.

Falava do seu próprio corpo, de uma luz que chegaria a ele. Mais do que dizia, era a forma como o fazia. Sua tez era um tanto clara para um judeu, os lábios muito rosados e falava com o corpo todo.

Estava com 16 anos, parecia mais jovem e, ao mesmo tempo, expressava-se como um sábio ancião.

Saí desse encontro profundamente abalado. Soube por Azito que o Jovem de Jerusalém recebia aulas especiais com três reis magos, profundos conhecedores dos Sete Mistérios:

“O vento vem de um único lugar, espalha o seu genoma e não retorna ao seu ponto de origem, porque o vento não retorna ao passado que viveu.

A terra cresce para dentro de si mesma e submerge criando e preenchendo, simultaneamente, os espaços com a sua queda.

O futuro não é o território das águas. Diferentemente dos ventos, assim que se afastam do espaço de origem, as águas anseiam pelo retorno. Nascem e renascem do seu nascedouro, mergulham umas nas outras para terem forças de avançar até onde possam retornar.

O fogo não pode ser aprisionado, por isso derrete o que insiste em contê-lo. O fogo é o grito do avanço do vento, é o ruído do autoatrito da terra, é a cantiga sonora da mistura do sal com o doce no encontro das águas.

Sobre essas quatro vidas terrenas, três forças as comandam e coordenam: a vontade divina do Pai Altíssimo, os raios pungentes da estrela Sol e os percursos circulares da mãe do mundo, a Lua.”

Os três reis, Baltazar, Gaspar e Melchior – de quem José falara anos antes –, haviam formado uma seleta egrégia de aprendizes.

Ao entrar na minha embarcação, sabia que não era mais o mesmo. Era como se tivesse envelhecido décadas e, ao mesmo tempo, também tivesse rejuvenescido décadas. Foi aí que o conhecimento sobre o paradoxo me amparou, tudo o que está em movimento expressa seu paradoxo. No interior está o modelo e no exterior, em algum lugar, está o antimodelo, o oposto, que de vez em quando se manifesta substituindo temporariamente o modelo original e depois volta a desaparecer, perfazendo uma volta longa e lenta. Necessidade de pressa não há; quando o modelo interno precisa ser transformado, sua expressão paradoxal surge manifestando o oposto do que se é e do que se pretende.

O Jovem de Jerusalém, quando o conheci, situava-se no percurso do paradoxo constante. Os ciclos paradoxais nele eram curtos, rápidos e precisos, transformando-o a cada dia em um corpo-templo, como ele mesmo disse, preparadíssimo para receber a luz das esferas superiores. Não mais me desliguei dele. “

 

Psicofonia realizada por Halu Gamashi no dia 20 de maio de 2021 | 23h35
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2 Comentários

  1. Elizabete Mendonça

    Bom dia família electromagnética adorei este trecho, gostaria de obter o livro, muito obrigado a toda equipa e desejo a todos uma boa missão bjs

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  2. Luciana Maria da Cruz Oliveira Pasin

    Trecho maravilhoso!! Já encomendei o meu livro. Aguardando o grupo de estudos hj dia 21 de novembro as 19h30 para os membros da Família Eletromagnética Ancestral!!!!

    Responder

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