Mensagens de Amor para a União Cósmica

Mensagens de Amor para a União Cósmica

Choram por meu peito lágrimas ardentes e salgadas,
O choro de quem nada pede
Simplesmente choro por sentir acolhimento.

Estas lágrimas encharcam meu coração,
não sei nem porquê. Ou tanto sei que, para dar conta, prefiro acolher-me no não saber.

Bem sei que estas lágrimas me levem a pensar nos famintos, nos sedentos, nos que nada tem apesar de ter adquiro o direito de viver, o direito de nascer.
Mas vejo – porque não sou cego – no olhar faminto dos sedentos, a insuficiência de direitos para que vivam um pouco melhor, ou menos pior.

Minhas mãos já apertaram outras mãos calejadas pela dureza da vida.
Em muitas mãos faltavam dedos que foram juntos no corte da mandioca, no corte do cacau, no corte que lhes cortam todos os direitos.

E meu coração teima em bater apesar de afogado em lágrimas, cujo volume eu bem sei que não são apenas minhas e neste ponto, neste instante, sorrindo recai a dor do mundo e sinto vontade de correr, despir-me das minhas roupas, despir-me de tudo que não seja este coração aguado e salgado da incompetência dos homens de relutar em dividir.

Como conseguem blindar seus peitos? Sua almas? Seu espíritos?
E flutuar sobre a fome admirando de longe tão decrépita paisagem?

Que coisas são estas que chamamos de humanos?
E paro aí, não ultrapasso esta fronteira por ter consciência que se der um passo à frente desrespeitarei a maior das leis criadas por um Deus que acredito e sigo.
Este amor e serviço me impedem de quebrar a lei do livre arbítrio.
Sei que não posso, não devo e não quero ultrapassar esta fronteira.

Mas peço com humildade a todas as pessoas do mundo que tirem um pouco do que tem para diminuir a fome e a sede de tantos que obtiveram o direito de nascer.
Se cada um de nós fizéssemos um pouco o resultado seria muito grande.
Para vocês que têm um pouco a mais, ou um muito mais, faria mesmo diferença acrescentar no seu carrinho de compras um quilo de feijão ou de arroz para diminuir a fome?

Eu sei que muitos acreditam que trabalham porque comem bem, e que a fome é a inventora da preguiça.

Saibam, senhores e senhoras que pensam assim, que este seu julgamento é superficial e incoerente.

Cuidado!

A lei do retorno está se aproximando, façam alguma coisa por vocês mesmos antes que seja tarde demais.

Com o coração aguado, sufocado por grandes volumes de lágrimas, me despeço e agradeço a atenção,

Halu Gamashi

24 março 2016, 01h27min

 

 

1 Comentário

  1. JANE MIYAHARA

    Halu… nunca neguei uma ajuda, sabe, pois sou de origem pobre e sei bem o que é não ter o que comer. Mas, sabe aquelas palavras “pobre e orgulhosa”? Pois é, me definiam bem. Graças às suas “fitas”, porém, minha vida mudou. Porque eu sempre fui orgulhosa e arrogante a ponto de sentir aversão a lojas populares, dá para acreditar?! Mas só me dei conta disso quando, recentemente, fui a um shopping anexo a uma estação de metrô… Senti uma paz tão grande, uma sensação de unicidade com todos… Que sensação maravilhosa! Antes, o que sentia era só irritação, aversão, eu “me achava”, talvez por não estar mais em situação de fome… mas o pior é que nunca havia me dado conta disso. Quanta presunção! Ainda conseguia julgar “os outros”! Também percebi que quando ajudava, o fazia me sentindo superior… Não sei o que é pior: não ajudar ou ajudar dessa forma… Graças aos seus ensinamentos, tenho conseguido me despir do orgulho, da vaidade, da arrogância, da prepotência, pouco a pouco, conforme vou detectando minhas sombras… Ainda tenho um looooongo caminho a percorrer, não sei se vai dar tempo de aprender tudo que preciso nessa encarnação, pois já cheguei aos 5.6, mas achei minha luz nessa vida. Você me humanizou, Halu. Não tenho como expressar minha gratidão.

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