Dimensões Imateriais

“Conhecendo as Dimensões Imateriais” – Caminhos de um Aprendiz

Anatomia do Corpo Sutil, Cultura Espiritual

Trecho do capítulo “Conhecendo as Dimensões Imateriais”, do livro Caminhos de um Aprendiz, em que Halu visita, em desmembramento consciente, um hospital das esferas imateriais:

“Acompanhando Mônica, entramos num quarto muito parecido com o dos hospitais da esfera material. No leito, uma pessoa deitada; um rapaz ao lado do paciente.

-Fique aqui e observe, Halu.

Mônica aproximou-se do leito e iniciou uma conversa com o paciente.

-Como está, Almir?

-Ah, doutora, minhas costas doem muito e tenho dificuldade de respirar, mas estou melhor.

-Vamos ver isto.

Mônica colocou as mãos sobre Almir e os dois começaram a respirar juntos. Vi claramente uma nuvem esverdeada sair de suas narinas em direção ao peito dele. Ficaram alguns minutos assim, até o doente adormecer. Mônica trocou alguns sinais com o rapaz e me conduziu para fora do quarto. Fomos a uma sala que deduzi ser seu consultório. Interroguei-a sobre o assunto.

-Almir já morreu, não é?

-Para o plano terrestre, sim.

-Entendo. Já percebi que a morte como fim não existe, é apenas uma etapa no percurso da eternidade. Mas gostaria de saber o que você fez com Almir.

-Primeiro é necessário que você compreenda o que ele fez comigo. Apesar de estar sofrendo muito, Almir consegue abrir seu campo, atraindo a energia de cura. Quando relaxa, entra em sintonia com a necessidade, o que propicia a liberação da energia através da troca da respiração comigo.

-O corpo permite ser preenchido com água que vem da torneira.

Mônica sorriu:

-Exatamente, Halu.

-E por que a energia verde não entrou pelo nariz dele, mas se encaminhou para o peito?

-Almir deixou o corpo físico por causa de uma pneumonia: o peito estava mais debilitado que outras partes do corpo. A energia de cura, de cor verde, é atraída para a região onde se faz mais necessária.

-Ele dormiu logo, por quê?

-Ao receber energia curativa, Almir liberou alguns resíduos oriundos do corpo físico que aderiram ao corpo emocional e pode descansar.

-Aquele rapaz que estava ao lado de Almir também é médico?

-Depende do que você compreende por médico. Robério o assiste, transmutando com ele outras qualidades energéticas como alegria, atenção, companheirismo.

-Tudo isso é energia?

-A idéia está no movimento. Quando estamos conversando também trocamos energias de acordo com a conversa que estabelecemos. Quando Almir traz queixas naturais para o estado em que se encontra, Rogério escuta, aceita e devolve, abrindo outro tipo de conversa, mobilizando pontos sadios na memória dele.

-Tudo tem a ver com a memória, não é mesmo, Mônica?

-Sim. Este é o ponto mais frágil e também o mais forte da nossa constituição. Ao se sentir ameaçada, a memória reage, refugiando-se num ponto distante da ameaça como forma de se manter viva.

-Isto é inconsciente?

-Não. A memória é um corpo e o inconsciente é o invólucro que protege este corpo. À medida que a memória não se sente ameaçada , o invólucro vai se alargando, ampliando, para que o corpo transite melhor no tempo. Devagar, você vai acomodando melhor as informações. Agora vamos visitar outro paciente: seu nome é Nora. Ela está encarnada e num quadro de coma.

Seguimos para outro quarto. Este era maior e tinha mais pessoas. Monica dirigiu-se a um rapaz.

-Como ela está, Armando?

Abriu os olhos outra vez e chamou pela filha.

-O que você disse a ela?

-Não deu tempo para nada, Nora logo voltou a dormir. Transmutei energia de cura.

Nesse momento, uma senhora que estava do lado da paciente solicitou a atenção de Mônica:

-Dona Clara, como está?

-Muito preocupada com minha filha. Estou começando a ficar aflita: ela precisa de ajuda, mas, ao mesmo tempo, temo atrapalhar.

-Venha conosco. Está é Halu, ela está aqui estudando.

Dona Clara olhou meu cordão. Senti-me um pouco denunciada.

-Sua filha está atravessando uma fase difícil, mas está indo bem.

-Quando ela desencarnará?

-Como já comentamos, é impossível precisar o momento exato. Ela ainda voltará ao corpo físico. Quanto ao tempo, não temos condições de prever. Dependerá da quantidade de energia vital material armazenada no corpo físico.

-Ela está sentindo dor?

-Não, Dona Clara. Nora está estacionada no tempo passado; retomando fases de sua vida que alimentam o emocional, fortalecendo-se para a passagem.

-Poderíamos trazer Emília aqui outra vez? Ela chama tanto por esta filha!

-Vamos ver como Emília passará esta noite. Se ela conseguir dormir sem ajuda de sedativos, a convidaremos, está bem? Agora é melhor a senhora descansar um pouco. Afonso a substituíra nos cuidados com Nora.

-Realmente estou precisando descansar; até mais tarde e muito obrigada pelo que tem feito por nós.

Concordei com Dona Clara, Mônica merecia os agradecimentos. Em nenhum momento percebi nela qualquer sinal de impaciência ou contrariedade. Novamente nos encaminhamos para o consultório. Sentamo-nos e Mônica sugeriu que eu colocasse minhas perguntas.

-Tenho muitas. Por que Almir estava sozinho e Nora acompanhada por parentes?

-Almir recebeu visitas de parentes e amigos. Mas todos aqui têm coisas a fazer e resolver. Quando você o viu, ele estava só com Robério. O tratamento propicia a retomada da independência de forma natural e espontânea. Nosso papel é incentivá-lo para que melhore e vá visitar seus antigos companheiros. Já Nora não está desencarnada; o coma é um estágio entre o desencarne e a passagem para o mundo astral. Alguns que não terminaram seu aprendizado dentro da encarnação e têm ainda reservas de energia vital material saem do coma, retornando à vida em carne. Outros precisam desse mecanismo para interligar a passagem. A presença dos parentes ajuda a restaurar a energia do paciente. Dona Clara e Seu Afonso foram os pais de Nora na Terra: ainda guardam registros da relação, através do carinho e amor que sentem por ela. Os registros também se transformam em energia e se estabelece a troca, do mesmo jeito que aconteceu comigo e Almir. A memória arquivo de Nora está, em algum nível, atuando e captando as qualidades energéticas deles. Com esse apoio, a memória não se sente ameaçada e vai retornando aos poucos.

-Por que ela precisa desses mecanismos para desencarnar?

-Os motivos são muitos, às vezes do próprio paciente ou da família. Tem pessoas que se ligam tanto ao tipo de vida que levavam no plano material que, no momento do desligamento, necessitam passar por uma transição, uma espécie de condição intermediária. Também pode ocorrer que a família não esteja preparada para a perda e desenvolva uma troca fluida de energia vital material com o paciente, como condição de mantê-lo vivo. Se há, no paciente, espaços para receber esta energia e concordância da alma, estabelece-se o coma.

Observei então que não se tratava de um fenômeno meramente físico. Mônica respondeu-me que nada é apenas físico.

-Entra aí a individualidade e peculiaridades vindas da alma, do ritmo interno, da condição pessoal.

Após um breve silêncio, Mônica alertou-me de que estava na hora da partida.

Ao sair do consultório encontrei meu Amigo, que me perguntou como fora a experiência.

-Interessante! Preciso elaborar o que vi. Estou sentindo um pouco de ansiedade. Será que vou me lembrar de tudo mais tarde?

-Acredito que sim, Halu. É normal este sentimento. Quando chegar ao plano material, faça os exercícios e tome um banho demorado para liberar as tensões.

Voltamos pelo mesmo lugar, atravessamos os jardins, fizemos exercícios para distribuição de energias e então ele se despediu, deixando-me insegura:

-Vou voltar sozinha? Qual destas portas eu atravesso? Não prestei atenção quando chegamos.

-Procure seguir seus pés, simplesmente entre em sintonia com o sentimento. Quando ele responder, caminhe e descobrirá a porta certa.

Tentei não duvidar e consegui encontrar o caminho. Tempos depois soube que meu Amigo me acompanhara à distância.

Meu corpo? Acordei com esta pergunta. Lembrei-me mais uma vez das fases da lua e me apaziguei. Peguei o papel e registrei a riquíssima experiência que acabara de viver. Já não duvidava mais de coisa alguma.” 

Para ler o livro completo: Caminhos de um Aprendiz

 

13 Comentários

  1. Dilma Emerick

    LIVRO MUITO INTERESSANTE, ESCLARECEDOR E QUE NOS PROPORCIONA CONHECIMENTOS QUE VEM COMPLEMENTAR O LIVRO DOS ESPIRITOS DE ALLAN KARDEC. GRATIDÃO A TODA ESPIRITUALIDADE E SUA LINDA E RICA MEDIUNIDADE,

    Responder
    • Nivea

      É sem dúvida o 1 livro que vou adquirir de Halu Gamashi…esse nome me chama muita atenção!!sinto que todos somos aprendizes de um caminho..mas tenho muito interesse em compreender tbm o caminho do outro lado!!!

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  2. cleane

    Não vejo a hora de ter seu livro, a parte que li acima é maravilhosa, gratidão por dividi-la conosco.
    Também tenho interesse em fazer um curso com Halu.

    Responder
    • Alessandra Melo

      Q maravilha!!! Acabei de pedir…ia demorar um pouquinho mais, pois já solicitei outros dois de Halu(z) 🌹. Mas sou fascinada pela espiritualidade e a linguagem utilizada pela autora, me entretém demais, então, vamos à leitura! ⚡🙏🏽

      Responder
    • Maria

      Estou lendo Caminhos de um Aprendiz. É maravilhoso.

      Responder
  3. Fátima campos

    Adorei gostava de ler o livro

    Responder
  4. gracil fatima freitas do amaral

    Esse livro me parece muito esclarecedor. Parabéns pelo o trabalho.

    Responder
  5. gracil fatima freitas do amaral

    Esse livro me parece muito esclarecedor. Parabéns.

    Responder
  6. Verônica da Nóbrega Silva

    Boa noite Halu! A cada dia fico surpreendida com seus testemunhos e experiências…! Halu Gamashi tenho uma pequena vivência a compartilhar com você.
    Bom como você, que na infância passou por uma doença, que ocasionou a falta de mobilidades, lhe deixando sem conseguir andar, eu também passei por um processo semelhante ao seu. Sendo que comigo aconteceu aos meus 14 anos, antes disso tinha uma vida saudável, estudava tinha amigos e paqueras, tudo que era normal nesta idade. Sendo que do nada comecei adoecer sem motivo ou causa, em duas semanas perdi peso, não sentia vontade de comer, só sentia muito sono. Daí fui esmorecendo, sem forças para estudar. quase entrando em falência. Quando meus pais notaram meu quadro de saúde piorando, se desesperaram, buscaram recursos em todos os lugares, fazia exames e nada constava em mim. ENTRE REZADORES, PAIS DE SANTOS,PASTORES E PADRES, para descobrirem o que eu tinha nada solucionava minha situação, quase morri. Enfim não irei me prolongar pois minha história é longa…Halu desde que estou ouvindo a sua história de vida e suas experiências com o mundo espiritual, me fez recordar de momentos em minha vida, que desejei ter alguém com tamanho conhecimento, para esclarecer em mim, tudo que aconteceu, também como você Halu fui taxada como a esquisita, ou até louca por experimentar de forças sobrenaturais, que hoje adormeci por medo, ou receio da exclusão em sociedade!..
    Sou grata por sua vida e seus conhecimentos Halu Gamashi!

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  7. OSMARINA SOUZA DE SANTANA

    Acabei de comprar 01 exemplar. Estou ansiosa para ler. gosto muito desse tipode leitura.

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  8. neide

    Obrigada por dividir as impressões registradas em seu caminho aprendiz..mestre

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  9. José L Martins

    Estimada Halu Gamashi, boa noite!
    Eu gostaria muito de fazer um curso para eu desenvolver mais a minha espiritualidade e quero muito ajudar as pessoas. Estou acompanhando seu trabalho e já no primeiro dia me torne membro já colaborando também com sua obra. Hoje mesmo vou comprar o seu Livro Caminho de um Aprendiz. Confesso que sempre me considerei um APRENDIZ.
    Fraternal abraço, parabéns pelo seu grandioso trabalho!
    Conte comigo sempre!

    Responder
  10. Ronald Margalho Ferreira

    Gostaria muito de ler o livro! Vou tentar comprá-lo…

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