A Kundalini e a Kundala

Energia Telúrica, Kundalini

O céu é um manto que cobre e protege a superfície da Terra para a preservação da inocência.
E assim será enquanto crescemos para compreender o que este manto cobre.
Dos dois aos noventa anos brincamos com carros, relógios, trocas de roupas, caça, caçador, soldado, cabo, capitão e general.
Tanto tempo passou que prejudicou a brincadeira.
Hoje, não é mais inocente, mas indecente o quanto brincamos de comprar, vender, recomprar, revender.

Estamos em moratória há algumas décadas.
Essa moratória criou um intervalo para nos dizer que já estamos prontos para sair da falência, da condição de falidos, sucumbidos porque abandonamos a nossa alma.
Alma, porção mais sensível e inteligente nossa, escolhe como veste a nossa pele e o que ela encobre.
Tudo o que uma alma precisa é de um corpo para aprender, através dele, o que ainda não sabe para se tornar livre.

A dor liberta.

Não me refiro a dor sarcástica, a dor masoquista, a dor doente. Refiro-me a dor antes de adoecer. Refiro-me a dor dos questionamentos, as perguntas que fazemos a nós mesmos e por covardia para ouvir as respostas paramos de nos perguntar, de nos questionar. Neste momento inicia a doença na dor por não termos conseguido ultrapassar o limite entre criança adulterada e adulto criança.
Coronavírus é o encontro da peste com a fome e uma fome surreal porque a comida existe, está a venda. Mas sua companheira, a peste, adoece-nos de medo.
Peste e fome são um paradoxo.
Apenas um desequilíbrio muito infame em um planeta para atrair a atenção destes dois vigilantes em seus raros momentos de encontro. Para reencontrarem-se e mergulharem no planeta Terra.
Aí, só há um remédio, o amadurecimento espiritual da criança para que ela abra os órgãos do sentido e amplie a consciência.

Desta forma o manto, cuja ideia inicial era proteger nossa inocência, possa a ser retirado.

Não podemos nos transformar em inocente útil para forças perigosas e famintas que querem devorar todo conhecimento da Kundalini Coletiva.

Sabe como é o nome destas forças? Kundala.

Cada vez que a sabedoria se desloca e encontra espaço na inteligência humana deixa um espaço vazio de onde saiu. É assim que nasce a Kundala. O espaço que foi ocupado por sabedorias que se deslocaram para outro espaço, a consciência humana.

Se a consciência humana simplesmente abandona a sabedoria, trata-a com desconfiança, rejeitando ser educado por ela e outro homem faz a mesma coisa e mais um e mais 10 e mais 1.000 remonta a Kundala na consciência da humanidade.

Esta escolha é uma perversidade, não é apenas uma preguiça de pensar, não é apenas uma preguiça de se aprofundar, é a mais vil das perversidades porque se cobre com o manto da inocência.

A repetição deste acontecimento está removendo o manto da inocência que nos protegia enquanto ainda éramos crianças em suas descobertas.
É tão bom acreditar na morte, não? Isso nos dá força para vivermos intensamente por 60, 80 anos. E essa é a maior das criancices.
Dedico este texto a quem não deixou as sementes de sabedoria abandonadas nos cantos das bibliotecas, nos fundos de sebos e alfarrábios, na poeira das ruas, queimadas nas fogueiras. Para estes, a retirada do manto será um ato solene de alegria pela descoberta que realmente fomos feitos à imagem e semelhança do nosso Criador. Para os demais, ainda há um pequeno tempo para resgatar em si a necessidade de saber para crescer e não desaparecer na fome imensa que a Kundala tem de sabedoria.

Outros artigos sobre o tema:
1. Energia Telúrica e Kundalini
2. A Energia Telúrica e o Inconsciente Colectivo
3. Lucidez, Energia Telúrica e Sombra

Halu Gamashi
28Mar20, 12h, Lisboa/PT

2 Comentários

  1. Flávia

    Olá..qto aprendizado nesse texto Halu!! Que texto profundo. Obrigada!!Bjs

    Responder
  2. Mariana

    “É tão bom acreditar na morte, não? Isso nos dá força para vivermos intensamente por 60, 80 anos. E essa é a maior das criancices.” H.G

    Acho que se todas as pessoas acreditassem na vida eterna, no mundo espiritual não teríamos tantos KARMAS e teríamos uma sociedade mais justa, mais humana, mais fraterna.

    Quem são meus Pais? minhas mães? meus irmãos. Acho que teríamos um olhar mais amoroso com todas as pessoas.

    Responder

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