Conde Vlado: Um Alquimista em Busca da Eternidade

“Eram tomados por sentimentos que nunca haviam ouvido falar, não sabiam como conduzir. Eram inocentes e os seus parâmetros eram as mentiras e as máscaras. Onde encontrar, nestes parâmetros, limites que tivessem a força e a envergadura de conduzir a natureza e o instinto para a troca de sentimentos mais sutis? Não, não lhes era possível, não tinham elementos para isto. Eram dois amantes sem conhecimento de freios ou censuras, comandados por um sentimento muito forte que nunca haviam visto em ninguém. Como poderia ser diferente esta história? Eu não sou hipócrita e a minha total falta de hipocrisia faz com que os enxergue como os descobridores do amor. Um Adão e uma Eva entre o inferno e o céu, sem a confiança em um Deus que Vlado, mais do que Elisabeth, sabia ser uma invenção para domar os Homens, o deus da igreja, o Jesus da madeira. Por falta de recursos entregavam-se à única verdade, verdadeira, ditada pelos seus instintos.

Assim são os mitos, regidos pela dualidade do bem e do mal. A depender do interesse de quem os descreve os personagens são anjos, santos ou demônios. Mais afortunados seriam se fossem descritos como Homens.”

Halu Gamashi

 


Caminhos de um Aprendiz

Plano Inverso – A Tríplice Aliança da Sombra (Edição Portuguesa)